5 de jun de 2010

Show do segundo dia de Festival é sucesso!

Foto: Rubens Venâncio

Em ritmo de paz e amor, a segunda noite (04) de apresentações artísticas do I Festival das Juventudes trouxe para a população fortalezense o melhor do reggae e do rap. Além das bandas locais, que trouxeram ritmos regionais e populares, o grupo Actitude Maria Marta, da Argentina, e a banda Tribo de Jah fizeram as juventudes participar de um momento único, sob o céu da Praia da Cofeco.

Em meio à multidão, que se aglomerou para assistir aos shows, jovens de vários cantos da América Latina acompanharam os grupos Vitrola de São Jorge, Dona Zefinha, Actitude Maria Marta e Tribo de Jah.



Esta foi a primeira vez que o Atictude Maria Marta se apresentou para os fortalezenses. E quanto à expectativa do grupo, Malena D'alessio, uma das vocalistas, observou que já era vontade sua conhecer o Ceará, e mais ainda a cidade de Fortaleza. E para Karen Pastrana, também vocalista, o idioma não atrapalhou em nada a interação com o público. "A música serve para que os povos e pessoas possam se comunicar. Ela une realidades", destacou.

Ainda sobrou tempo para uma brincadeira baseada na rivalidade entre o Brasil e a Argentina, no futebol. "Quem ganha o mundial?", foi a pergunta feita por Karen Pastrana. Para a sua tristeza, e esperança dos presentes, a resposta foi geral: Brasil!

Falando em nome de todo o grupo para um público de cerca de 2.500 pessoas, Malena D`Aléssio destacou que estava feliz por conhecer a música e a cultura do Nordeste brasileiro , onde se apresentaram pela primeira vez no Festival das Juventudes em Fortaleza e identificaram no Hip Hop local a mesma sonoridade advinda da luta de guetos e favelos de toda a América Latina. Malena destacou que a música tem o poder de desvelar o que a direita quer esconder e pregou a união entre todos os latino-americanos , sobretudo nesse momento em que as conquistas e os governos populares estão mais presentes no continente.

“Não conhecemos outro país no mundo que o Estado tenha a coordenação com o hip hop como acontece no Brasil. Mas, também percebemos que a televisão não quer que os povos saibam o que é feito de trabalho de base na Bolívia, Chile, Venezuela”, defendeu. Outro ponto que Malena assinalou foi que é possível usar a música e a cultura locais, ao invés da norte-americana, para alavancar os movimentos sociais e a própria história.

Com idéias bastante semelhantes às da sua banda favorita, o estudante de Ciências Sociais Pedro Victor Gadelha Mendes, assistia ao show empolgado ao lado da namorada, a estudante de Direito Dillyane de Sousa Ribeiro. “Elas trazem uma crítica radical, que sempre é saudável, ao capitalismo, e isso estimula o debate sobre o assunto”, assinalou ele. A namorada complementou: “E essa política de unir fóruns e discussões a grandes shows é superválida porque mesmo quem não está inscrito no encontro pode tomar contato com os temas que são trazidos para o evento”, ressaltou Dillyane.

Já Antonio Cabral, que está inscrito no I Festival das Juventudes em Fortaleza pela Casa Brasil, foi ao show para assistir Tribo de Jah, mas se encantou também com as outras apresentações da noite. “O show da Dona Zefinha foi muito bom e trouxe esse aspecto regional, e o Actitude Maria Marta valorizou a música produzida na América Latina. Achei que o mais legal delas é conscientizar que uma atitude vale mais que qualquer discurso”, evidenciou Cabral.

Mas o ponto alto da festa foi o show da Tribo de Jah. Com músicas conhecidas, o grupo agitou o público em Fortaleza. A cada música, a galera cantava junto com a banda, fortalecendo o vínculo entre o repertório e a temática do evento. E o Festival das Juventudes continua até o próximo domingo (06), com atividades, oficinas, debates, intervenções e apresentações artístico-culturais para jovens de vários cantos da América Latina. Acompanhe o que rola no Festival pelo site: http://www.fortaleza.ce.gov.br/festival das juventudes.

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